terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

a experiencia da vida é a pergunta.

Qual é o tempo que temos?
O que estamos esperando?
Vamos fazer o que?
O que é preciso fazer? Tudo?
Por onde você eu nós vamos começar?
Pra que tudo isso? A vida poderia ser mais simples?
A vida pode ser tudo o que você quizer? A vida pode ser um buraco escuro sem fundo? Podemos estar acabando ou estarmos no começo?
Onde estou agora? Cadê minha Mãe? Onde podemos encontrar o Amor? O que é Humanidade? Pra que tanta humanidade? O é o ser humano? Qual é a estrada que me leva aonde eu quero ir?
Qual é a estrada que me leva a você ?A estrada que eu vou me encontra?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Brasil é um anti-herói................?


Banditismo Por Uma Questão De Classe

(chico Science)

Há um tempo atrás se falava de bandidos
Há um tempo atrás se falava em solução
Há um tempo atrás se falava e progresso
Há um tempo atrás que eu via televisão
Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate
Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
"Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala"
Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente
E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido
Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade
Banditismo por uma questão de classe!

Manifesto Mangue Bit


Mangue, o conceito

Estuário. Parte terminal de rio ou lagoa. Porção de rio com água salobra. Em suas margens se encontram os manguezais, comunidades de plantas tropicais ou subtropicais inundadas pelos movimentos das marés. Pela troca de matéria orgânica entre a água doce e a água salgada, os mangues estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo.

Estima-se que duas mil espécies de microorganismos e animais vertebrados e invertebrados estejam associados à vegetação do mangue. Os estuários fornecem áreas de desova e criação para dois terços da produção anual de pescados do mundo inteiro. Pelo menos oitenta espécies comercialmente importantes dependem do alagadiço costeiro.

Não é por acaso que os mangues são considerados um elo básico da cadeia alimentar marinha. Apesar das muriçocas, mosquitos e mutucas, inimigos das donas-de-casa, para os cientistas são tidos como símbolos de fertilidade, diversidade e riqueza.

Manguetown, a cidade

A planície costeira onde a cidade do Recife foi fundada é cortada por seis rios. Após a expulsão dos holandeses, no século XVII, a (ex)cidade *maurícia* passou desordenadamente às custas do aterramento indiscriminado e da destruição de seus manguezais.

Em contrapartida, o desvairio irresistível de uma cínica noção de *progresso*, que elevou a cidade ao posto de *metrópole* do Nordeste, não tardou a revelar sua fragilidade.

Bastaram pequenas mudanças nos ventos da história, para que os primeiros sinais de esclerose econômica se manifestassem, no início dos anos setenta. Nos últimos trinta anos, a síndrome da estagnação, aliada a permanência do mito da *metrópole* só tem levado ao agravamento acelerado do quadro de miséria e caos urbano.

Mangue, a cena


Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife.

Em meados de 91, começou a ser gerado e articulado em vários pontos da cidade um núcleo de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo era engendrar um *circuito energético*, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop. Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama.

Hoje, Os mangueboys e manguegirls são indivíduos interessados em hip-hop, colapso da modernidade, Caos, ataques de predadores marítimos (principalmente tubarões), moda, Jackson do Pandeiro, Josué de Castro, rádio, sexo não-virtual, sabotagem, música de rua, conflitos étnicos, midiotia, Malcom Maclaren, Os Simpsons e todos os avanços da química aplicados no terreno da alteração e expansão da consciência.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Quem morreu?


''O Punk não é uma moda louca, é realidade. Se as pessoas estão com medo do Punk a culpa e delas, porque elas não entendem a vida. A vida diz respeito ao concreto, ao fundo do poço, gente patética, aborrecida, e um índice de desemprego mais alto que nunca. O Punk está ajudando a garotada a pensar. É disto que todo mundo tem medo, porque existem muitos garotos pensando, atualmente. O Punk reflete a vida como ela é, nos apartamentos desconfortáveis dos bairros pobres, e não o mundo de fantasia e alienação que é o que a maioria dos artistas cria. É verdade, o Punk destruirá, mas não será uma destruição irracional. O que o Punk destruir será depois reerguido com honestidade.''

Mark P.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A memória que esquecemos.... Ao marginal de toda esquina.


''Para marcuse, os artistas, filósofos, etc...são os que tem consciência disso, (do mundo que os cercam) ou agem marginalmente pois não possuem classe social definida, mas são o que ele chama de ''desclassificados'', e é nisso que se identificam com o marginal, isto é, com aqueles que exercem atividades marginais ao trabalho produtivo alienante: o trabalho do artista é produtiv0 , mas no sentido real da produção- produção, criativo, e não alienante como os que existem em geral numa sociedade capistalista. Quando digo '' posição á margem'' quero algo semelhante a esse conceito: não se trata da gratuidade marginal ou de querer ser marginal á força , mas sim colocar no sentido social bem claro a posição do criador, que não só denuncia uma sociedade alienada de si mesma, mas propõe por uma posição permanentemente crítica, a desmitificação dos mitos da classe dominante, das forças da repressão natural, individual, inerente á psichê de cada um são a manutenção dessa mais- repressão''

Helio Oiticica 1968

domingo, 3 de fevereiro de 2008

ordem e progresso ordem regressiva ordem progressiva ordem agressiva ordem sem endereço.
ordem e progresso processo prognostico pragmatico corrosivo corrupto e corruptivel.
A ordem mora dentro.
o progresso mora fora.
mas sempre se esquece o que se deixa... amedrontado na rua o cadaver da memoria.